Passavas despercebido na minha vida, até que plim, como que por magia comecei a levar o teu sorriso para casa, embalado num Lençol de Cetim, para não perder nenhum pormenor! Até me tens acompanhado nos sonhos! Gostaste dos passeios? Tens sido a minha inspiração nesta Primavera! Tens sido o meu sorriso e o meu entusiasmo, e tudo porque, mesmo sem quereres estás comigo! E por nada te quero deixar partir! Não queres ficar aqui comigo? Ainda que seja apenas para ver o pôr do sol de mão dada? Diz que sim... (autor desconhecido)
Anita Conchita poderia ser o casamento perfeito entre o corpo juvenil, a mente insana e os 1000 anos de sutilezas. Não acredite em sua certidão de nascimento, os 20 anos nada mais é do que um número infundado. Anita dança de forma desengonçada, é o sonho encarnado de muitos e gosta de brincar com a mente deles. Passou pelo cenário underground do Heavy Metal, mas hoje em dia prefere escutar Carla Bruni acompanhada de café e Marlboro Light. Escreve por diversão, estuda por paixão e dorme por razão. ![]() Era uma vez a garota do crepúsculo azul que se meteu com as palavras. Ela conheceu o alfabeto e se apaixonou perdidamente por ele. A fedelha correu atrás do seu amado, choramingou e até camisinha com sabores ela comprou para provocá-lo. O alfabeto já impaciente decidiu fazer aquilo que ela tanto queria, porém a alertou sobre a maldição. Escondidos dos números, da geometria e da biologia os amantes treparam e dessa cópula a princezinha pariu um diário. Lençol de Cetim é o seu nome e ele é a grande maldição lançada.
![]() ![]() Layout por: Vitória Hellsing
Estrelando: O amor nos tempos do cólera (filme) Motivo: Estou apaixonada (que novidade) Lembrete: Foi tudo feito por mim, exceto as texturas e os brushes do blend que são de autoria da Jessy , portanto dê os devidos créditos se for utilizar algo. Versão: Porra, e eu fui me preocupar em contar? |
19/08/2008
Não, ainda não troquei o layout por falta de tempo. Minha vida está ficando maluca e pegando um ritmo que nunca vi antes. Meus dedos estão machucados e eu mal consigo digitar direito. A culpa é minha e do Ozzy (o violão heavy metal mais folk-mpb-rock que existe). Sim, além de viciada no pc, no tabaco, em Carixuxos(?) me viciei em tocar. Enquanto estou escrevendo esse post e escutando mallu magalhães meus dedos calejados e inúteis ficam tremendo para tocar de forma imaginária. Fazer o que né? Hoje não posso mesmo. Vamos às últimas novidades da minha vida: 1 - Passei na prova teórica do Detran de primeira \o/; 2 - Começarei a dar aulas \o/²; 3 - Virei um motivo de bolão na faculdade ¬¬. Então vamos à novidade mais legal. Ontem depois de ter feito minha prova no Detran e ter passado, lógico, porque eu sou muito foda (¬¬) fui no colégio onde farei meu estágio conversar com diretora. Como eu estudei no Santa Rosa por uns bons anos vi muitos rostos conhecidos e pedi para que minha mãe fosse comigo, afinal ela também conhecia as pessoas. Chegando na recepção eu disse "Quero falar com a Irmã Lindaura". A recepcionista olhou direto para a minha mãe e perguntou "Certo, qual o seu nome senhora?". "Ei, é comigo \o/". "Qual o seu nome querida?". "Ana Vitória =D". "É aluna de qual série?". x_X Sim, fui confundida com uma aluna. Quase que respondi "De todas as turmas querida, eu sou PROFESSORA!". Tudo bem, eu sei que sou novinha, que aparento ter menos idade do que tenho, mas se fosse um colégio de Ensino Médio até que entenderia. Mas não, o Santa Rosa só tem o Ensino Fundamental. Logo fui confundida com uma fedelha de oitava série ¬¬. Bem, pelo menos me senti mais rejuvenescida. Voltando à minha aventura no colégio: A irmã ainda iria demorar então mamãe foi embora, me deixando sozinha. Enquanto esperava dava voltas pelos corredores. Vi alguns professores conhecidos lecionando, mas a maioria ainda me era novidade. Entrei no banheiro que costumava usar quando duas fedelhas vieram atrás de mim. A cara de ambas era de "ainda não saí das fraldas", mas possuíam seios fartos, quadris largos, maquiagem e um papo de "Sério que você encontrou o sicrano no show de num sei quem?" (Num sei quem lê-se alguma banda de axé que faz show mensal em Brasília). Alguém já sentiu que algumas coisas acontecem cedo de mais? Imaginem eu, Ana Vitória, cara e corpo de criança, 20 aninhos dando aulas para adolescentes. Quando cheguei na faculdade meus amigos só me disseram: "Cuidado Ana Vitória, terão alunos que vão dar em cima de você pensando que, por ser novinha possuem alguma chance". Hahahaha, o feitiço virou contra o feiticeiro. Dos 15 aos 18 anos vivi suspirando por um professor do colégio, agora eis que posso ser o alvo. - Um belo dia você chegará na sala dos professores e encontrará um bilhetinho em cima de suas coisas. Dentro dele estará escrito "Professora, eu gosto muito de você (lê-se: sou cheio de hormônios e me masturbo todas as noites pensando na senhora). Quer ir ao show do Chiclete com Banana comigo?" Argh!! >.< (Antes que me perguntem, não eu nunca fiz isso com o meu professor da época de escola. Sempre fui medrosa demais para ter tal ousadia ¬¬) Depois que falei com a Irmã, com a coordenadora-de-sabe-se-lá-o-que-pedagógica e de tentar falar com a Beth que estava lecionando, peguei o ônibus para o Ceub. Não sei descrever qual foi a minha sensação, só sei que foi muito boa. Senti que estava, de fato, no caminho certo. Senti que o que eu realmente queria era ser professora e que tal meta estava sendo atingida. Da sétima série em diante vivi em função desse sonho. Imaginei minhas aulas, falava com o espelho sozinha, como se o mesmo fosse a minha turma. Imaginei até meus alunos formados para anos mais tarde me procurarem dizendo "Oi professor, eu venci. Estou formado e fazendo isso e aquilo". Já imaginei os maus alunos também... A sensação de estar voltando é mágica. É como se eu estivesse ressuscitando algo. Alguém que se perdeu e que está se tornando imortal. Cheguei na faculdade cheia de sono. Quase dormi na aula de História do Brasil III e dormi, literalmente, na aula de História da África. Desde o primeiro semestre que eu não fazia isso. Hoje eu começo o laboratório de docência e tenho que pensar em algum assunto para a minha aula de lá. Além disso é possível que eu entre em outros dois projetos. Além da monografia e do estágio ainda posso trabalhar com o memorial uniceub e em um projeto com crianças da estrutural. Meme (http://palavras.50webs.com/index2.html) Eu tenho: que beijar uma pessoa Jessy, assim que eu tiver tempo eu coloco o layout. Adorei o blend de verdade! =D - Postado por: Anita Conchita ?s 15h53 [ ] [ envie esta mensagem ]
03/08/2008
Tem dias que não tenho coragem de olhar para a cara de ninguém. Me escondo da minha própria mãe, das visitas de casa e dos meus colegas. Minha dor sempre é expressa em palavras escritas. Não tenho coragem de falar para alguém no telefone as palavras "Eu estou mal", da mesma forma que me escondo quando as lágrimas ameaçam chegar. Em lugar disso falo tudo pelas letras do teclado, seja em documentos do bloco de notas quanto pelo messenger. Em dias como esse eu não tenho coragem de falar com o meu pai. Desde que ele foi para Uberaba fazer o tratamento eu procuro ouvir a sua voz todos os dias e sempre ligo no mesmo horário (horário do almoço que eu sei que ele está acordado). Hoje eu não liguei. Não sei como ele encara esse meu sumiço repentino, mas do jeito que eu o conheço não deve levar muito a sério. Meu pai não é do tipo que se machuca facilmente e ele, mais do que ninguém, entende as ausências não-premeditadas. Ele deve ficar até aliviado por eu não ligar. Desde que ele ficou doente todas as mulheres da família (esposa, ex-esposas, primas, sobrinhas, tias, afilhadas e principalmente filhas) o cercaram e não o deixaram mais em paz. De certa forma eu o entendo. Todos os dias alguém me pergunta sobre o estado da saúde dele, e eu não tenho mais saco para responder a mesma coisa: "está ficando estável. está fazendo a quimio e a radio. está respondendo bem. sente dificuldades em comer. blablabla". Se eu fico de saco cheio imagine ele. Então vocês devem se perguntar "Porque ela decidiu não ligar para ele nesse domingo?". Primeiro porque o domingo é o dia mais triste da semana e segundo porque a última coisa que quero é que ele fique preocupado com essa minha tristeza. Nesses dias eu tento pensar nas coisas boas, e as saudades machucam. Vou construindo a imagem de meu pai como um quebra-cabeças, e nessa obra não entra somente o meu pai para mim, mas também o meu pai para os outros. O que ele é para os meus irmãos. O que ele é para os amigos. O que ele é para os seus funcionários. Penso até mesmo no que ele é para a minha poodle que, por ironia do destino, também está com câncer. Imagens embaçadas vão se formando. Me lembro das viagens que fazíamos antes dos meus pais se separarem. Os destinos eram sempre os mesmos: Uberaba ou Caldas Novas. Eu era uma criança chata que se divertia com a bóia de tigrão na piscina quente, tanto pela questão da água ser termal quanto pela urina. O Pingo ficava sempre no bar conversando com os amigos e tomando a sua cervejinha. Em um certo momento ele ia nadar comigo, mas ficava pouco tempo. Deveria sentir nojo daquela água. Também me lembro de quando os domingos não eram tristes. Por alguma razão desconhecida eu acordava cedo nesses dias e papai já estava de pé. Ele que me ensinou a contar as horas no relógio de ponteiros. Papai não dormia de pijama e sim de cueca, e era bastante comum ele andar dessa forma pela casa. Nessa manhã eu acordei antes da mamãe. Papai estava na sala e me levou para o quarto aonde havia um relógio em formato de pato. Se eu tivesse seis anos seria muito, e então, com muita paciência, ele me explicou a sequência de 5 e 5. De repente a empregada apareceu - ela não havia tirado folga - e ele saiu correndo com as mãos sobre o sexo, envergonhado. Eu não entendi, afinal cueca é que nem sunga, não dá para ver o "pirulito" dos meninos. Só depois de certa idade é que descobri que não se deve mostrar suas roupas íntimas para qualquer um. Nesses tempos descobri que me pareço com o papai mais do que imaginava. Dele herdei o andar, a impaciência, a ansiedade e o gosto pelos livros do Jorge Amado. O amor pelo campo, pela cerveja e pelos cigarros. Também tenho o seu humor sarcástico e ferino. O seu dom de ferir e depois procurar o perdão de forma particular. A única coisa que não herdei foi o dom para lidar com o comércio. Escrevendo esse post até fiquei melhor. Papai sempre foi uma pessoa que me fez sorrir, e vejam só, acabei de me lembrar da coisa mais sábia que já saiu de sua boca: Maria (minha madrasta): Até hoje os químicos não sabem ao certo a fórmula que permitiu que as múmias do Antigo Egito durassem tanto tempo.
_x_ Ganhei dois memes da Stephanne (http://palavras.50webs.com), porém hoje só irei postar um e no próximo post postarei o outro, senão ficará muito cheio e eu tenho que preparar meu seminário de História do Brasil. Mas antes quero deixar um lembrete: Tem pessoas que comentam aqui oferecendo prêmios, me convidando para concursos e nem ao menos falam sobre o post. Não tenho um blog para postar prêmios e nem para participar de concursos. O motivo da existência desse blog é para ser lido, e se não leu não comente. Os memes da Stephanne, da Jéssica dentre outras eu tenho o maior prazer em postar, afinal elas lêem as minhas palavras e fico feliz em retribuir. Poxa, não é nada pessoal, mas dá raiva entrar em um blog com muito carinho, ler o post do início ao fim, comentar sobre ele para no final aparecer alguém em meus comentários dizendo "Amei o blog, muito lindo. Passa no meu". Alooooou fazer isso é falta de educação! ¬¬\/. Bem, vamos ao primeiro meme. Para elaborá-lo usei as músicas da Mallu Magalhães, meu mais novo vício: Descreva-se: "Ah se eu fizesse tudo o que eu sonho. Se eu não fosse assim tão tristonho. Não seria assim tão normal" (Quem quiser participar da brincadeira fique à vontade ;D) - Postado por: Anita Conchita ?s 18h56 [ ] [ envie esta mensagem ] |